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Estratégia de Preço

O papel das pequenas e médias empresas na economia brasileira e os desafios da precificação

13 de fevereiro de 20264 minutos de leituraPor Edson Clementino

1. Contribuição das pequenas e médias empresas para a economia brasileira

As pequenas e médias empresas (PMEs) desempenham um papel central na economia brasileira. Elas representam a maior parte dos negócios ativos no país e têm impacto direto na geração de empregos, na distribuição de renda e no fortalecimento dos mercados regionais.

Dados recentes indicam que as pequenas e médias empresas são responsáveis por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) e por mais da metade dos empregos formais no Brasil. Além disso, sua presença é fundamental em setores como comércio, serviços, indústria de transformação e distribuição, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e regional.

Em um cenário de constantes transformações — digitalização acelerada, mudanças no comportamento do consumidor e maior competitividade — as PMEs se destacam pela capacidade de adaptação e proximidade com o cliente, características que reforçam sua relevância estratégica para a economia nacional.


2. Desafios de precificação enfrentados pelas pequenas e médias empresas

Apesar de sua importância econômica, as PMEs enfrentam desafios estruturais e operacionais que impactam diretamente a forma como definem seus preços.

2.1. Aumento de custos e instabilidade econômica

A elevação dos custos de insumos, energia, logística e mão de obra, somada às oscilações econômicas, pressiona as margens das pequenas e médias empresas. Muitas vezes, o repasse desses custos ao preço final ocorre sem uma análise estruturada, comprometendo competitividade ou rentabilidade.

2.2. Falta de método estruturado de precificação

É comum que PMEs utilizem modelos simplificados de precificação, baseados apenas em custo + margem ou na observação dos preços dos concorrentes. Essa prática ignora fatores essenciais como valor percebido pelo cliente, elasticidade da demanda e posicionamento estratégico.

2.3. Complexidade tributária

Mesmo com regimes tributários específicos, o sistema brasileiro ainda impõe desafios significativos às pequenas e médias empresas. A dificuldade em compreender o impacto real dos tributos na formação de preços pode levar a erros que corroem margens ou tornam o produto pouco competitivo.

2.4. Limitação no uso de dados e tecnologia

Muitas PMEs ainda têm acesso restrito a ferramentas de análise de dados, relatórios gerenciais e indicadores financeiros, o que dificulta decisões de preço mais estratégicas e baseadas em informação.

3. Possíveis soluções para os desafios de precificação

Para superar esses obstáculos, as pequenas e médias empresas podem adotar práticas e estratégias que fortaleçam sua governança de preços.

3.1. Estruturação da gestão de custos e margens

Mapear corretamente custos diretos, indiretos e despesas operacionais é o primeiro passo para uma precificação mais eficiente. A análise da margem de contribuição por produto ou serviço permite decisões mais assertivas.

3.2. Uso de tecnologia e sistemas de apoio

A adoção de sistemas de gestão (ERP), dashboards financeiros e ferramentas de análise de preços ajuda as PMEs a ganhar visibilidade sobre seus números e a responder com mais agilidade às mudanças do mercado.

3.3. Capacitação e apoio especializado

Programas de capacitação em gestão financeira, estratégia e precificação — além do apoio de consultorias especializadas — contribuem para decisões mais maduras e alinhadas ao crescimento sustentável.

3.4. Construção de uma estratégia de valor

Mais do que competir apenas por preço, pequenas e médias empresas podem diferenciar-se ao comunicar melhor seu valor, qualidade, serviço e relacionamento com o cliente, reduzindo a dependência de descontos e guerras de preço.

As pequenas e médias empresas são fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil, atuando como motor de geração de empregos, renda e inovação. No entanto, os desafios relacionados à precificação ainda limitam o potencial de crescimento e sustentabilidade de muitos desses negócios.

Investir em gestão, tecnologia e estratégia de preços não é apenas uma necessidade operacional, mas um fator decisivo para a competitividade das PMEs no cenário atual. Com métodos mais estruturados e decisões baseadas em dados, essas empresas podem fortalecer suas margens, crescer de forma saudável e consolidar seu papel na economia brasileira.

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